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Diário de expedição · 5ª edição

2024 · O sumiço dos rios

350 KMBACIA DO RIO DO PEIXE, ENTRE COCALZINHO DE GOIÁS E PIRENÓPOLIS (GO)

Os mapas de superfície de água acendiam um alerta na região de Pirenópolis. A quinta edição saiu a campo para responder a uma pergunta incômoda: para onde está indo a água do Rio do Peixe?

Durante quatro dias, a equipe percorreu a bacia entre Cocalzinho de Goiás e Pirenópolis, visitando nascentes, conversando com produtores rurais e comparando o que via no chão com as séries históricas de satélite. O padrão se repetia em cada parada: leitos mais rasos, nascentes que já não vertem o ano todo e moradores relatando poços cada vez mais fundos.

-65%de redução na superfície de água do Rio do Peixe, documentada pela expedição a partir de dados de satélite e da observação em campo.

O ressecamento não é um fenômeno isolado: ele combina o desmatamento das matas ciliares, o avanço da irrigação e as secas cada vez mais longas. A boa notícia registrada pelo diário é que as propriedades que mantiveram a vegetação nativa em pé conservaram também as suas nascentes.

Os quatro ciclistas da expedição posam com suas bicicletas carregadasParedão de serra sobre estrada de terra no Cerrado

FOTOS: ACERVO TRANSCERRADO / IPAM