Os mapas de superfície de água acendiam um alerta na região de Pirenópolis. A quinta edição saiu a campo para responder a uma pergunta incômoda: para onde está indo a água do Rio do Peixe?
Durante quatro dias, a equipe percorreu a bacia entre Cocalzinho de Goiás e Pirenópolis, visitando nascentes, conversando com produtores rurais e comparando o que via no chão com as séries históricas de satélite. O padrão se repetia em cada parada: leitos mais rasos, nascentes que já não vertem o ano todo e moradores relatando poços cada vez mais fundos.
O ressecamento não é um fenômeno isolado: ele combina o desmatamento das matas ciliares, o avanço da irrigação e as secas cada vez mais longas. A boa notícia registrada pelo diário é que as propriedades que mantiveram a vegetação nativa em pé conservaram também as suas nascentes.


FOTOS: ACERVO TRANSCERRADO / IPAM