Expedição científica de bicicleta · desde 2019

TransCerrado

Cientistas e ciclistas cruzam a savana mais biodiversa do mundo para medir, entender e contar o que está acontecendo com o Cerrado, na velocidade em que a paisagem pode ser vista de verdade.

REALIZAÇÃO IPAM AMAZÔNIAPRÓXIMA PARADA: TERRA RONCA · GO13°44'S 46°48'W
6expedições concluídas
2.180 kmpedalados no Cerrado
8ciclistas em 2026
1bioma para defender
“Uma coisa é ver o gráfico indicando uma tendência; outra é ver em campo.”
DIÁRIO DA EXPEDIÇÃO · EDIÇÃO 2025

O TransCerrado nasceu em 2019, no IPAM, com uma ideia simples: os dados de satélite mostram o desmatamento, o fogo e o sumiço da água, mas é no chão, casa a casa, nascente a nascente, que a mudança climática ganha rosto.

A cada ano, a equipe desenha uma rota sobre os mapas, monta as bicicletas e sai a campo para conferir o que a ciência aponta e conversar com quem vive do Cerrado.

Dois ciclistas ao longe numa estrada de terra vermelha cercada de vegetação seca do Cerrado
ESTRADA DE TERRA NO INTERIOR DE GOIÁS, DURANTE A EXPEDIÇÃO

Por que o Cerrado

A caixa-d'água do Brasil está secando

O Cerrado alimenta as principais bacias hidrográficas do país e abriga uma biodiversidade única, mas já perdeu cerca de metade da vegetação nativa e concentra a maior parte da área queimada do Brasil.

24%do território brasileiro é Cerrado: o segundo maior bioma do país
5%das espécies do planeta vivem aqui; é a savana mais biodiversa do mundo
8 de 12regiões hidrográficas do Brasil nascem no Cerrado
~50%da vegetação nativa já foi convertida para outros usos
25 mide pessoas vivem no bioma, entre povos indígenas, quilombolas e agricultores
44%de toda a área queimada no Brasil nas últimas décadas fica no Cerrado

FONTES: IPAM · MAPBIOMAS

Edição 2026 · próxima expedição

Terra Ronca: fogo, água e comida em ano de El Niño

Em agosto, num dos anos de El Niño mais intensos já registrados, a equipe pedala até o Parque Estadual de Terra Ronca (GO) para avaliar os impactos da agricultura, o papel das áreas protegidas e as oportunidades do turismo de base comunitária.

300 kmpercurso
até 5 diasde pedal
ago 2026quando
  • El Niño e seca extrema
  • Fogo
  • Produção familiar de alimentos
  • Turismo de base comunitária
Patrocine esta edição
Boca monumental da caverna de Terra Ronca cercada por mata
CAVERNA DE TERRA RONCA (GO) · DESTINO DA EDIÇÃO 2026

Por onde andamos

Cada edição, uma pergunta

O trajeto muda todo ano, e sempre atrás de uma questão científica. Cada edição tem um diário completo, com rota, achados e fotos.

  1. 2017precursora

    TransAmazônica +25

    1.200 KM · Itaituba (PA) → Humaitá (AM).

  2. 2019

    Cicloturismo e desenvolvimento rural

    350 KM · Cidade de Goiás (GO) → Brasília (DF).

  3. 2021

    Prevenção de incêndios

    300 KM · Brasília (DF) → Chapada dos Veadeiros (GO).

  4. 2022

    Unidades de conservação

    400 KM · Volta completa ao Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros (GO).

  5. 2023

    Território Quilombola Kalunga

    280 KM · Cavalcante (GO) → Mirante Nova Aurora (GO).

  6. 2024

    O sumiço dos rios

    350 KM · Bacia do Rio do Peixe, entre Cocalzinho de Goiás e Pirenópolis (GO). ler o diário desta edição →

  7. 2025

    Rumo à COP30

    500 KM · Alto Paraíso de Goiás (GO) → Teresina de Goiás (GO), pela Chapada dos Veadeiros. ler o diário desta edição →

  8. 2026próxima

    El Niño, fogo e alimento

    300 KM · Posse (GO) → Taguatinga do Tocantins (TO), pelo Parque Estadual de Terra Ronca.

Quem pedala

Ciclistas cientistas

A equipe 2026 reúne pesquisadores do IPAM, atletas e especialistas que transformam cada quilômetro em observação de campo.

Paulo Moutinho de capacete branco e camisa verde da expedição

Paulo Moutinho

Cientista sênior · IPAM

Ecólogo e cofundador do IPAM, pesquisa Amazônia e Cerrado há mais de 35 anos.

Márcio Bitencourt sorrindo com bandana amarela

Márcio Bitencourt

Navegação e rota

Militar da reserva e fundador do Rebas do Cerrado, a maior comunidade de mountain bike do Brasil.

Valderli Piontekowski de camisa vermelha de ciclismo

Valderli Piontekowski

Geoprocessamento · IPAM

Engenheiro florestal, coordena o laboratório de sensoriamento remoto que desenha as rotas sobre os dados.

Verônica Foltynek sorrindo em foto ao ar livre

Verônica Foltynek

Saúde animal

Médica veterinária e primeira mulher da expedição; avalia o impacto do clima nos animais.

Joab Marques de capacete e camisa roxa Shimano

Joab Marques

Ultraciclismo

Ultraciclista e atleta Shimano Brasil, entusiasta do ciclismo de cascalho.

Carol Rosignoli de óculos escuros e camisa verde

Carol Rosignoli

Comunicação

Ciclista e comunicadora; responsável pela cobertura da expedição de dentro dela.

Anselm Duchrow de capacete verde-limão em trilha

Anselm Duchrow

Economia agrícola

Economista agrícola e conselheiro em soluções sustentáveis para o uso do solo.

Thiago na escada do ônibus-oficina da Thiago Team Bikes

Thiago · TTB

Mecânica e apoio

Mecânico especializado em bikepacking, comanda o veículo-oficina que acompanha a expedição.

Como a ciência acontece

Do satélite ao selim

Bicicleta gravel carregada com bolsas de bikepacking encostada no capim seco
Antes · 01

A rota nasce dos dados

Mapas de desmatamento, fogo e água do IPAM e do MapBiomas definem onde pedalar e quais perguntas levar para o campo.

Durante · 02

O campo confere o mapa

Sobre as bicicletas, a equipe registra o que o satélite não vê: nascentes secas, cicatrizes de fogo e as histórias de quem vive do Cerrado.

Depois · 03

A observação vira voz

Os registros viram análises, notas técnicas e pauta na imprensa, e ajudam a desenhar a pergunta da próxima edição.

Da estrada para a sua tela

No Instagram

seguir @bike_transcerrado →

Apoie a expedição

Leve sua marca para a estrada de terra

O patrocínio viabiliza a logística, a equipe técnica e a comunicação da expedição. Em troca, a marca ganha presença nos equipamentos e materiais, acesso a estudos exclusivos e conteúdo para relatórios de sustentabilidade, com a credibilidade científica do IPAM.

Realização

Quem pedala junto